PCs roubam a cena
Posted on : 26-06-2008 | By : Rodrigo Polacco | In : Estratégia, Mídia, Tendências
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Share of screen time: menos TV e mais PC.
Estudo da IPSOS MediaCT aponta a predominância da TV como meio de consumo de vídeos, mas indica que a internet começa a ganhar espaço no mercado americano. O estudo revelou que o tempo gasto para assistir vídeo (ou share of screen time) na TV caiu 5 pp. (de 75% para 70%), enquanto no PC cresceu 8 pp. (de 11% para 19% – quase o dobro).
Outro fato interessante é o tempo gasto em cinemas, que também caiu, apenas 2 pp. (de 7% para 5% – reduziu 1/3). Será o fator Tropa de Elite?
Segundo os pesquisadores da IPSOS, assistir vídeos online “tornou-se uma atividade onde muitos dos americanos passaram da fase de experimentação para uso regular. Hoje, mais da metade dos usuários com mais de 12 anos já viu algum vídeo online nos últimos 30 dias. A crescente sofisticação dos PCs domésticos e a onipresença das conexões banda larga dentro ou fora de casa facilitaram o processo de experimentação de vídeo digital e, posteriormente, fizeram com que muitos adotassem o PC como um canal confiável em vídeo para entretenimento.“
Onde os vídeos online são assistidos? No PC, que continua crescendo como o aparelho onde mais se assiste vídeos, mesmo com a chegada de DVD players portáteis, media players e celulares 3G.
Será uma questão do ser humano querer concentrar suas atividades em um único dispositivo? Os PCs estão se tornando inseparáveis de seus donos ou vice-versa?
Todas as faixas etárias estão assistindo mais vídeos, a diferença é que os adolescentes entre 12 e 17 anos estão vendo mais vídeos em dispositivos portáteis. É o mesmo grupo que assiste menos TV.
Para a indústria de vídeo estas são informações importantes, como saber quanto tempo o consumidor fica olhando para a tela e se prefere assistir em streaming ou fazer download. Há um novo conjunto necessidades e preferências do público para gerenciar o que assistir.
Players de vídeo como Apple TV e Roku NetFlix procuram fazer uma ponte entre os tradicionais hábitos televisivos e a tendência crescente do público preferir escolher os conteúdos.
Ainda é uma realidade distante para o brasileiro, devido à baixa penetração da internet (22% contra 71% nos EUA). Mas com a chegada da classe C na internet, que na internet encontra facilidade de crédito nas principais redes varejistas do país e pacotes populares de triple pay nas operadores de TV a cabo, a tendência é que este número cresça.
É uma questão de tempo a massificação deste fenômeno em território tupiniquim.
O release sobre o estudo disponibilizado pela IPSOS:
PC Encroaching On TV’s Dominance In Share Of Screen Time With Digital Video Users.







